quarta-feira, 31 de outubro de 2007

A Exposição Pt. 5

Outra coisa, nem perto de ser uma suposição, a alarmou mais ainda. O som de tempos antes aconteceu mais uma vez, mas Fernanda tinha certeza de ver a espada encostada no chão. Nesse momento, havia duas possibilidades: o homem poderia estar carregando outra coisa que produzisse o barulho incômodo, ou sua imaginação estava se transformando em paranóia. Era muito mais interessante lidar com a segunda opção, pois a primeira era uma afronta à lógica. Não conseguia pensar em um motivo para um ser humano levar duas espadas para uma bienal pós-modernista em pleno sábado. Não que importasse o que estava exposto, ou que dia da semana era; aquilo era simplesmente estranho demais.

Mas o que veria certamente ia contra todas as suas expectativas, até as que mais se encaixavam numa fantasia inimaginável. Não olhou por muito tempo - não pôde faze-lo -,e, ainda assim, viu mais do que desejaria alguns segundos depois.

Um comentário:

Foca disse...

Estou com mixed feelings sobre o conto :S Está começando a me lembrar o passo de Eça de Queiroz, o que, caso se estenda, não vai ser mto bom pro dinamismo da leitura... Ou eu que sou fã de livros mais 'práticos' msm, 'diretos'.
Favor não confundir com 'incapacidade de entender'.