quinta-feira, 8 de novembro de 2007

A Expisoção Pt. 7

Era sábado, talvez um dos dias mais interessantes para alguém ir para uma exposição. Levando isso em conta, e o horário, haveria um considerável número de pessoas perambulando na grande área do térreo. Mas não havia. Sua mente protestou.

(“Como assim não tem ninguém? Primeiro você vê um demônio numa bienal, agora não vê nada! Está precisando ir a um médico, você esta ficando fodida da cabeça!”)

Mas não havia ninguém. Não havia sombras, sons, vozes. E não eram apenas as características humanas que faltavam. Nas paredes brancas onde estavam os quadros, não havia nada. Na verdade, não se via coisa alguma, viva ou inanimada, naquele lugar. O chão não tinha pegadas, marcas de poeira, sujeira, pó. Fernanda associou sua visão à que teria da estréia da construção, pois estava impecavelmente limpa. Por alguns instantes, achou aquilo lindo, lembrando do chão gasto, empoeirado e poluído em que estivera pisando alguns minutos antes.

Acordando desse devaneio, olhou por todos os lados em pânico, porque queria avisar alguém da terrível coisa que havia visto. Apenas o medo e a sensação de urgência remanesceram; o motivo de seu pavor tinha desaparecido de sua mente.
O som torturante, vindo de trás dela, da escadaria, refrescou sua memória. Não ousou olhar a criatura de novo, então simplesmente disparou, correu até encontrar uma parede onde pudesse se esconder.

Um comentário:

Foca disse...

PORTA!! ELA PRECISA ACHAR UMA PORTA, NÃO UMA PAREDE!!! *aperta as mãos fechadas*